Prefeitura Municipal de Erechim - V Conferência Municipal - O Pacto pela Saúde é cumprir a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde

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05/07/2007

V Conferência Municipal - O Pacto pela Saúde é cumprir a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde

V Conferência Municipal - O Pacto pela Saúde é cumprir a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde

V Conferência Municipal - O Pacto pela Saúde é cumprir a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde
V Conferência Municipal - O Pacto pela Saúde é cumprir a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde

    O médico pediatra de saúde pública Gilson Carvalho, do Ministério da Saúde, concorda com que o grande problema do sistema da saúde no país é o financiamento e Pacto pela Saúde inclui esta questão no debate. Mas botar mais dinheiro para não fazer SUS é melhor não botar. “Gastando muito dinheiro erradamente como fazemos hoje, usando remédio exageradamente, usando exame de sangue desnecessariamente, internando desnecessariamente, botando na UTI quem não precisava ir para a UTI. Vamos discutir isso ou vamos tratar apenas de onde colocar mais um posto de saúde”, questionou.  
    Responsável pela palestra de abertura da V Conferência Municipal de Saúde, aberta ontem (4) em Erechim, e tratando especificamente do SUS-Sistema Único de Saúde - ele fez questão de ressaltar que os municípios estão cumprindo com a parte que a eles corresponde. De acordo com levantamento do ano de 2005, apenas 146 dos 5.562 municípios não cumpriram com o mínimo indicado na Constituição. “A grande maioria cumpriu  com o que diz a Constituição, alguns com mais de 25¨. Em Panambi foram 33%”, destacou. Se por um lado é bom que os municípios estejam investindo bem em saúde, por outro é preocupando porque poderá faltar para outros setores também importantes para a comunidade, acrescenta.
    Gilson Carvalho lembra que o Pacto proposto pelo governo federal não traz novidade, ele é um arranjo para mais uma vez a gente dizer  que vamos cumprir a Constituição nas três esferas do governo: município, estado, união.
    Preso ao conceito que saúde é viver mais e viver melhor, ele garante que objetivo do povo da saúde, dos operários da saúde é ajudar as pessoas, o doutor em saúde pública chamou atenção para o foco da questão do pacto – a prevenção. “Que possamos ajudar as pessoas a morrerem bem velhinhas e de preferencia sem nunca terem ficados doentes e se ficarem doentes elas saibam logo e de preferência sem sequelas. O objetivo nosso é um pouco na linha da qualidade e na linha do tempo; viver mais na linha qualidade e viver mais na linha do tempo”,frisou.
    Gilberto Carvalho disse sonhar em ver um dia num pronto socorro de hospital ou numa unidade de saúde, onde tem sempre muito  material impresso que muitas vezes não diz nada, ter apenas um cartaz escrito: “aqui tem gente tentando ajudar gente a ser feliz”.
    Mas, para isso, será necessário percorrer um caminho que começa mudança daquele que chega pedindo socorro, dos operários da saúde a vermos de uma maneira diferente. “Acho que andamos um pouco deprimidos com a auto estima muito baixo; nós começamos a ficar limitados à nossa visão de doença, de pensar um pouco mais amplamente”, acrescenta.
    No trabalho que vem realizando no país tem feito um catequese no sentido de fazer as pessoas conhecerem o que é o SUS o quê ele dispõe na  Constituição. É muito simples, diz. “A saúde é um direito de todos e um dever do estado”, ressalta. No entanto, existem situações paralelas cujos resultados refletem no atendimento à saúde e influenciam no descrédito do sistema. Um deles são as mortes provocadas pelo trânsito e outro o estado de guerra civil urbana que produz mais de 50 mil mortes por ano. E tem ainda a pobreza. Mais de 50 milhões de brasileiros vivem  em estado de pobreza, sendo que 30 milhões vivem com menos de meio salário mínimo e um outro tanto com ate trinta reais por mês. “Nós, os operários da saúde estamos perdendo a guerra da informação”.
    Enquanto a discussão for superficial não haverá solução. Planejar para mudar esses condicionantes determinantes é necessário. Nisso inclui melhoria da alimentação, da moradia e outros. Fazer planos municipais e ações de saúde: ações de promoção da saúde – mexendo com as causas dos problemas, ações de proteção – mexer com o risco de adoecer, e ações de recuperação da saúde, são prioridades se o desejo é fazer o quadro evoluir.