https://www.pmerechim.rs.gov.br//noticia/629/dengue-secretria-gelcy-rene-tcnicos-e-faz-relatrio-aos-vereadores
22/05/2007
Dengue - Secretária Gelcy reúne técnicos e faz relatório aos vereadores
Dengue - Secretária Gelcy reúne técnicos e faz relatório aos vereadores
A situação da dengue e dos recursos destinados ao combate a epidemia em Erechim, nos últimos quatro anos, foram os principais temas do encontro da secretária municipal da Saúde Gelcy Munaretto com vereadores de diversas bancadas, realizado nesta segunda-feira (21). O encontro agendado pelo vereador Marcos Lando, líder do governo, teve como finalidade de esclarecer denúncias na aplicação dos recursos recebidos para combater a dengue no município.
Estiveram presentes os vereadores Ernani Mário Coelho (PDT) (Presidente da Câmara Municipal); Anacleto Zanella e Paulo Pólis (Bancada do Partido dos Trabalhadores) e José da Cruz (PMDB). A secretária Gelcy esteve acompanhada pelos servidores da administração direta da secretaria: Elenise Dalló (Coordenadora Geral), Filomena Revers (Encarregada de Serviços do Administrativo Financeiro); Aldo Diligente (Gerente da Vigilância em Saúde - Vigilância Sanitária); Odontólogo Jackson Arpini )Técnico em Saúde Pública) e Odacir Raimundi (Coordenador da Central do Sistema Controle Interno Municipal).
Foi um longo relato com apresentação dos balanços de fechamento e dos números atuais do combate a dengue no município, apresentada pelo gerente de vigilância sanitária Aldo Diligente. Ele garantiu que as atividades de combate a dengue seguem o planejamento estabelecido desde antes da detectação da primeira pessoa infectada. O levantamento desde o mês de janeiro tem os seguintes indicadores:
Indicadores:
Casos registrados
Já foram recolhidos 12 toneladas de entulhos que poderiam contribuir para a proliferação das larvas do mosquito aeds aegypti. Os trabalhos continuarão pelos bairros Floresta, Vitória II, Cerâmica, Esperança.
Resumo
Ao final de duas horas os vereadores consideraram satisfatória a explicação da secretária e da equipe técnica da Secretaria Municipal da Saúde. Sobre os recursos destinados à compra de um imóvel para sediar os serviços de vigilância de responsabilidade do município, a secretária disse que o assunto foi apresentado para o Conselho Municipal de Saúde e aprovado. Quanto a legalidade ela acrescentou que Erechim está seguindo o exemplo de Porto Alegre que já resolveu essa questão reunindo num mesmo local em prédio próprio o serviço de vigilância e de saúde. Ao final da reunião os vereadores Anacleto Zanella e Paulo Pólis sugeriram que a secretaria aproveite uma das sessões ordinárias do Legislativo para apresentar o próximo relatório trimestral de gestão financeira da área de saúde do município.
Explicação
Gelcy Munaretto abriu os trabalhos lembrando que o governo municipal apresenta trimestralmente o relatório da gestão financeira em audiências públicas realizadas na própria Câmara Municipal. “Fiquei surpresa com a dúvida quanto a transparência da secretaria pois convidei o presidente José da Cruz, na gestão 2006, e fiz o mesmo com o atual presidente Ernani Mello para visitar a secretaria e tomar conhecimento de tudo o que acontece no setor setor de saúde da administração municipal”, acrescentou. “Não entendo que a acusação de que não prestamos contas”. Ela disse considerar um relatório de gestão como uma prestação de contas aberta ao público.
O líder Marcos Lando reforçou a posição defendida no Legislativo de que o atendimento à saúde no município é excelente e que os indicadores de investimentos atingem 22%. Portanto, 7% a mais do que o estabelecido pela Constituição. o propósito do encontro era de esclarecer as dúvidas sobre a aplicação dos recursos públicos Lando acrescentou que a secretária está em condições de explicar todo o funcionamento da gestão financeira e das políticas em andamento na secretaria. Gelcy Munaretto entregou a cada uma dos vereadores uma planilha de saldos e acompanhamento orçamentário com o fechamento em 17 de maio de 2007. Na planilha consta todas os programas atendidos pelos recursos externos, com demonstrativo de saldo, data de empenho do valor, data da liquidação, do pagamento,e o saldo bancário dos valores e suas rubricas.
Investigação
Os vereadores Paulo Pólis e Anacleto Zanella confirmaram que a opção inicial era convidar a secretária para prestar esclarecimentos, mas aceitaram a sugestão do líder Marcos Lando para a audiência na secretaria. A preocupação deles estava relacionada com reportagem publicada nos jornais Voz Regional e Boa Vista. Queriam ouvir da secretária a situação real. “Queremos esclarecimentos sobre o que existe de real e quais as ações de combate a dengue” sublinhou. De acordo com as notícias, a secretaria teria recebido dos governos federal e estadual um montante para aplicar na campanha de combate a dengue, mas teria desviado da finalidade do dinheiro, optando pela compra de um imóvel para sediar o setor de vigilância sanitária do município. E ainda que o município estaria perdendo de receber dinheiro do governo federal por estar inadimplente com a prestação de contas de repasse anterior.
Dificuldades
O trabalho de prevenção da dengue vem sendo feito há vários anos. Entre as dificuldades está na conscientização da população dos riscos de manter depósitos de materiais de descarga, depósitos de pneus, ferro velho e outros. Mesmo assim garante a coordenara da Secretaria de Saúde Elenise Dalló garante que os focos foram tratados com urgência. “Existe um trabalho sendo feito. Ela lembra que a dengue chegou ao município trazida por uma pessoa infectada fora de Erechim”. Após a constatação, as regiões periféricas foram cercadas. Não demoramos mais de 15 dias para descobrir e isolar o foco, acrescentou. Ela garante que Erechim está na frente de outras cidades que ainda não isolaram os focos. “Desde o dia 21 de abril, quando foi constatado primeiro caso registrado, quando passamos o dia inteiro na coordenadoria estadual tratando de uma estratégia, fechamos 30 dias com 30 casos é porque agimos com rapidez”, avalia.
Estado quebrado
Ernani Mello relatou que esteve no setor estadual da saúde em Erechim (11ª CRS) e ficou sabendo em dezembro “tinha setenta e poucos mil reais do Estado e trezentos e poucos mil da União, não apenas para dengue, mas para outros setores, e que esse montante havia sido reservado para comprar uma sede para a vigilância sanitária”. Continuando, o vereador disse ter ficado sabendo na coordenadoria estadual que o dinheiro teria que ser investido na prevenção. “Como esse dinheiro não teria sido usado, conseqüentemente não foi prestado conta, o Estado e a União teriam deixado de repassar os recursos devido a falta de prestação de contas, porque teria sido canalizado para compra da sede”, acrescentou. Admitindo que “o Estado está quebrado”, e da União cada vez vem menos recursos, o teria perdido essa verba”. Concluiu.
Esclarecimento
A secretária Gelcy Munaretto começou a explicação chamando atenção para um detalhe importante. “Todas as verbas que o município recebe tanto do governo federal como do governo estadual elas são carimbadas, com finalidade específica”. Dos recursos em questão, a secretária disse que apenas 40 % do montante se destinava para pagar salário de pessoal vinculado a vigilância.
Elenise Dalló, coordenadora geral da secretaria interviu para esclarecer que está acontecendo uma confusão quanto a finalidade dos recursos destinados pela União e Estado. “Estão confundindo vigilância sanitária com vigilância epidemiológica. O que existe na verdade é: vigilância em saúde que se divide em vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e imunizações”. Os valores apontados na reportagem se destinam ao atendimento desses três procedimentos.
Destinação dos recursos
Para a coordenadora não existe nenhuma irregularidade pois eles continuam com a finalidade de garantir as ações de saúde que a secretaria pactua todo o ano, que tem que ser cumprida. Por exemplo: vacinação 70% dos idosos acima de 60 anos; controle das doenças infecto contagiosas: tuberculose, hanseníase; controle do borrachudo, vigilância de alimentos, de estabelecimentos de saúde, todas as doenças infecto contagiosas e as campanhas de divulgação desses serviços, através de jornais, rádio, tv, folders etc...
Elenise fez um resgate do início da campanha da dengue, em 2003, esse recurso não destinava nada para essa finalidade. Foi quando o governo estadual deu um incentivo de R$ 36 mil para contratar fiscais. Foram feitas as contratações e estruturado o serviço. Foi só naquela oportunidade que teve dinheiro específico para a dengue. “Tivemos que buscar recursos nessa verba repassada para vigilância sanitária. Mas só poderia ser usado em contrato emergencial, e não pode ultrapassar 40% do montante”. O restante do dinheiro foi direcionado para as ações, mas as ações existiam. Então foi orientado para estruturar serviços, mas como são extremamente carimbados (recursos com finalidade específica) o impasse criado.
Apontamento do TC
Ela relatou aos vereadores que numa oportunidade foram destinados R$ 17 mil na compra de inseticida para combater baratas e ratos nas bocas-de-lobo e o Tribunal de Contas apontou como investimento irregular. Teve que ser devolvido a conta inicial. A sobra de recursos levou a secretaria a direcionar recursos para melhorar as instalações de funcionamento do setor de vigilância, instalado em local alugada e em condições pouco favoráveis. Mas a proposta não foi aceita. UM outro imóvel na av. 15 de novembro foi encontrado, mas por problemas de inventário foi deixado de lado.
Reunião
Jackson Arpini, odontólogo da equipe técnica da secretaria da Saúde, acrescentou que o questionamento recai na questão se os recursos citados podem ou não serem utilizados no combate a dengue. “De certa forma, parte dele já foi investida nessa finalidade antes da doença se instalar no município. Dentro do plano de aplicação desses recursos, havia o entendimento do Conselho Municipal de Saúde que a Secretaria estava habilitada a destinar parte desse montante para compra de um imóvel. O que mudou? Mudou que a dengue agora está instalada no município. Mas o coordenador de vigilância sanitária deixou bem clara que nenhuma ação está sendo prejudicada pela destinação desse recursos para o imóvel”, resumiu. Arpini disse ainda que na sexta-feira (18) com a presença da Comissão de Finanças e do Conselho Municipal, com a secretária Gelcy Munaretto e o coordenador de Vigilância Sanitária Aldo Diligente para uma avaliação do cronograma de aplicação desses recursos. Foi questionado havia prejuízo nas ações de combate a dengue e a resposta foi, não. Se era para continuar a compra do imóvel, sim”. Ele completou que existem, na verdade, R$ 247.000,00 destinados para o imóvel. Ele finalizou que não podem dizer que Erechim não esteve vigilante com a dengue. Tanto que foram investidos recursos significativos mesmo antes da doença se instalar no município. Na avaliação dele os números apresentados pelo coordenador Aldo Diligente respondem por tudo.
Imóvel
O vereador Ernani Mello questionou sobre a legalidade da destinação do dinheiro para aquisição do imóvel já que na coordenadoria obteve a informação que não poderia. A coordenadora geral explicou que Erechim está se orientando por procedimento utilizado pela Administração Municipal de Porto Alegre. A secretária Gelcy Munaretto acrescento que na oportunidade houve um levantamento geral da situação no setor de vigilância – isso aconteceu antes da descoberta de um caso de dengue em Erechim – e como não havia prejuízo para as atividades de prevenção, foi levado ao Conselho Municipal de Saúde o projeto de destinar o recurso para aquisição de um imóvel.
Licença
Em 29 de novembro de 2005 foi enviado ao Ministério da Saúde o primeiro ofício colocando todos os recursos que na época tínhamos em saldo nessa rubrica, solicitando autorização para compra de imóvel. Eles pediram mais esclarecimentos e foram mandados todos os planos de aplicação com ata do Conselho Municipal de Saúde aprovando a iniciativa da Secretaria. “Portanto, o Ministério da Saúde está cientificado que Erechim, vai adquirir um imóvel com recursos federais para o serviço de vigilância” salientou. A partir daí foram separados: R$ 70.000,00 mil em 2004; R$ 74.263,12 em 2005; R$ 102.857,29 em 2006.
O interesse recaiu sobre o imóvel da Família Massignann, ao lado do viaduto Ruben Berta. Ali seria construído um centro de saúde reunindo todos os setores. Foi feito um depósito judicial no valor de R$ 157.000,00 que ficou retido por oito meses e a negociação não aconteceu. Um novo imóvel foi encontrado e as negociações estão sendo encaminhadas.
Antes de se retirar da reunião na Câmara de Vereadores, o vereador Ernani Mello (Presidente da Câmara) questionou sobre a perda de repasses do governo federal. A secretária respondeu que a suspensão vem desde de junho de 2006. Mas no momento que o saldo baixar pela aquisição do imóvel, o repasse será retomado. São cerca de 12 mil por mês destinados para a conta da saúde no município de Erechim. Mesmo assim ela garantiu que as planilhas indicam que não existe prejuízo nenhum para as ações de saúde no município. O investimento de 22% do orçamento do município na área da saúde, responde por essa questão.
Encerramento
Todas as questões foram respondidas e os vereadores se deram por satisfeitos com os esclarecimento. A secretária insistiu sobre a existência de dúvidas, mas a resposta dos vereadores Anacleto Zanella, Paulo Polis e José da Cruz, foi de que estavam satisfeitos. Os vereadores enceraram a reunião convidando a secretária para quando quiser, participar de uma sessão da Câmara para as prestações de contas da gestão financeira. Ela respondeu que irá.
Estiveram presentes os vereadores Ernani Mário Coelho (PDT) (Presidente da Câmara Municipal); Anacleto Zanella e Paulo Pólis (Bancada do Partido dos Trabalhadores) e José da Cruz (PMDB). A secretária Gelcy esteve acompanhada pelos servidores da administração direta da secretaria: Elenise Dalló (Coordenadora Geral), Filomena Revers (Encarregada de Serviços do Administrativo Financeiro); Aldo Diligente (Gerente da Vigilância em Saúde - Vigilância Sanitária); Odontólogo Jackson Arpini )Técnico em Saúde Pública) e Odacir Raimundi (Coordenador da Central do Sistema Controle Interno Municipal).
Foi um longo relato com apresentação dos balanços de fechamento e dos números atuais do combate a dengue no município, apresentada pelo gerente de vigilância sanitária Aldo Diligente. Ele garantiu que as atividades de combate a dengue seguem o planejamento estabelecido desde antes da detectação da primeira pessoa infectada. O levantamento desde o mês de janeiro tem os seguintes indicadores:
Indicadores:
20.154 inspeções
302 autos de infração
2 duas multas aplicadas
52 casos investigados
30 casos confirmados.
302 autos de infração
2 duas multas aplicadas
52 casos investigados
30 casos confirmados.
Casos registrados
Os 52 casos investigados são
21 no bairro do Linho
05 no bairro Centro
02 no bairro Progresso
01 no bairro José Bonifácio
01 no bairro Presidente Vargas
12 casos de suspeitos estão em andamento
21 no bairro do Linho
05 no bairro Centro
02 no bairro Progresso
01 no bairro José Bonifácio
01 no bairro Presidente Vargas
12 casos de suspeitos estão em andamento
Já foram recolhidos 12 toneladas de entulhos que poderiam contribuir para a proliferação das larvas do mosquito aeds aegypti. Os trabalhos continuarão pelos bairros Floresta, Vitória II, Cerâmica, Esperança.
Resumo
Ao final de duas horas os vereadores consideraram satisfatória a explicação da secretária e da equipe técnica da Secretaria Municipal da Saúde. Sobre os recursos destinados à compra de um imóvel para sediar os serviços de vigilância de responsabilidade do município, a secretária disse que o assunto foi apresentado para o Conselho Municipal de Saúde e aprovado. Quanto a legalidade ela acrescentou que Erechim está seguindo o exemplo de Porto Alegre que já resolveu essa questão reunindo num mesmo local em prédio próprio o serviço de vigilância e de saúde. Ao final da reunião os vereadores Anacleto Zanella e Paulo Pólis sugeriram que a secretaria aproveite uma das sessões ordinárias do Legislativo para apresentar o próximo relatório trimestral de gestão financeira da área de saúde do município.
Explicação
Gelcy Munaretto abriu os trabalhos lembrando que o governo municipal apresenta trimestralmente o relatório da gestão financeira em audiências públicas realizadas na própria Câmara Municipal. “Fiquei surpresa com a dúvida quanto a transparência da secretaria pois convidei o presidente José da Cruz, na gestão 2006, e fiz o mesmo com o atual presidente Ernani Mello para visitar a secretaria e tomar conhecimento de tudo o que acontece no setor setor de saúde da administração municipal”, acrescentou. “Não entendo que a acusação de que não prestamos contas”. Ela disse considerar um relatório de gestão como uma prestação de contas aberta ao público.
O líder Marcos Lando reforçou a posição defendida no Legislativo de que o atendimento à saúde no município é excelente e que os indicadores de investimentos atingem 22%. Portanto, 7% a mais do que o estabelecido pela Constituição. o propósito do encontro era de esclarecer as dúvidas sobre a aplicação dos recursos públicos Lando acrescentou que a secretária está em condições de explicar todo o funcionamento da gestão financeira e das políticas em andamento na secretaria. Gelcy Munaretto entregou a cada uma dos vereadores uma planilha de saldos e acompanhamento orçamentário com o fechamento em 17 de maio de 2007. Na planilha consta todas os programas atendidos pelos recursos externos, com demonstrativo de saldo, data de empenho do valor, data da liquidação, do pagamento,e o saldo bancário dos valores e suas rubricas.
Investigação
Os vereadores Paulo Pólis e Anacleto Zanella confirmaram que a opção inicial era convidar a secretária para prestar esclarecimentos, mas aceitaram a sugestão do líder Marcos Lando para a audiência na secretaria. A preocupação deles estava relacionada com reportagem publicada nos jornais Voz Regional e Boa Vista. Queriam ouvir da secretária a situação real. “Queremos esclarecimentos sobre o que existe de real e quais as ações de combate a dengue” sublinhou. De acordo com as notícias, a secretaria teria recebido dos governos federal e estadual um montante para aplicar na campanha de combate a dengue, mas teria desviado da finalidade do dinheiro, optando pela compra de um imóvel para sediar o setor de vigilância sanitária do município. E ainda que o município estaria perdendo de receber dinheiro do governo federal por estar inadimplente com a prestação de contas de repasse anterior.
Dificuldades
O trabalho de prevenção da dengue vem sendo feito há vários anos. Entre as dificuldades está na conscientização da população dos riscos de manter depósitos de materiais de descarga, depósitos de pneus, ferro velho e outros. Mesmo assim garante a coordenara da Secretaria de Saúde Elenise Dalló garante que os focos foram tratados com urgência. “Existe um trabalho sendo feito. Ela lembra que a dengue chegou ao município trazida por uma pessoa infectada fora de Erechim”. Após a constatação, as regiões periféricas foram cercadas. Não demoramos mais de 15 dias para descobrir e isolar o foco, acrescentou. Ela garante que Erechim está na frente de outras cidades que ainda não isolaram os focos. “Desde o dia 21 de abril, quando foi constatado primeiro caso registrado, quando passamos o dia inteiro na coordenadoria estadual tratando de uma estratégia, fechamos 30 dias com 30 casos é porque agimos com rapidez”, avalia.
Estado quebrado
Ernani Mello relatou que esteve no setor estadual da saúde em Erechim (11ª CRS) e ficou sabendo em dezembro “tinha setenta e poucos mil reais do Estado e trezentos e poucos mil da União, não apenas para dengue, mas para outros setores, e que esse montante havia sido reservado para comprar uma sede para a vigilância sanitária”. Continuando, o vereador disse ter ficado sabendo na coordenadoria estadual que o dinheiro teria que ser investido na prevenção. “Como esse dinheiro não teria sido usado, conseqüentemente não foi prestado conta, o Estado e a União teriam deixado de repassar os recursos devido a falta de prestação de contas, porque teria sido canalizado para compra da sede”, acrescentou. Admitindo que “o Estado está quebrado”, e da União cada vez vem menos recursos, o teria perdido essa verba”. Concluiu.
Esclarecimento
A secretária Gelcy Munaretto começou a explicação chamando atenção para um detalhe importante. “Todas as verbas que o município recebe tanto do governo federal como do governo estadual elas são carimbadas, com finalidade específica”. Dos recursos em questão, a secretária disse que apenas 40 % do montante se destinava para pagar salário de pessoal vinculado a vigilância.
Elenise Dalló, coordenadora geral da secretaria interviu para esclarecer que está acontecendo uma confusão quanto a finalidade dos recursos destinados pela União e Estado. “Estão confundindo vigilância sanitária com vigilância epidemiológica. O que existe na verdade é: vigilância em saúde que se divide em vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e imunizações”. Os valores apontados na reportagem se destinam ao atendimento desses três procedimentos.
Destinação dos recursos
Para a coordenadora não existe nenhuma irregularidade pois eles continuam com a finalidade de garantir as ações de saúde que a secretaria pactua todo o ano, que tem que ser cumprida. Por exemplo: vacinação 70% dos idosos acima de 60 anos; controle das doenças infecto contagiosas: tuberculose, hanseníase; controle do borrachudo, vigilância de alimentos, de estabelecimentos de saúde, todas as doenças infecto contagiosas e as campanhas de divulgação desses serviços, através de jornais, rádio, tv, folders etc...
Elenise fez um resgate do início da campanha da dengue, em 2003, esse recurso não destinava nada para essa finalidade. Foi quando o governo estadual deu um incentivo de R$ 36 mil para contratar fiscais. Foram feitas as contratações e estruturado o serviço. Foi só naquela oportunidade que teve dinheiro específico para a dengue. “Tivemos que buscar recursos nessa verba repassada para vigilância sanitária. Mas só poderia ser usado em contrato emergencial, e não pode ultrapassar 40% do montante”. O restante do dinheiro foi direcionado para as ações, mas as ações existiam. Então foi orientado para estruturar serviços, mas como são extremamente carimbados (recursos com finalidade específica) o impasse criado.
Apontamento do TC
Ela relatou aos vereadores que numa oportunidade foram destinados R$ 17 mil na compra de inseticida para combater baratas e ratos nas bocas-de-lobo e o Tribunal de Contas apontou como investimento irregular. Teve que ser devolvido a conta inicial. A sobra de recursos levou a secretaria a direcionar recursos para melhorar as instalações de funcionamento do setor de vigilância, instalado em local alugada e em condições pouco favoráveis. Mas a proposta não foi aceita. UM outro imóvel na av. 15 de novembro foi encontrado, mas por problemas de inventário foi deixado de lado.
Reunião
Jackson Arpini, odontólogo da equipe técnica da secretaria da Saúde, acrescentou que o questionamento recai na questão se os recursos citados podem ou não serem utilizados no combate a dengue. “De certa forma, parte dele já foi investida nessa finalidade antes da doença se instalar no município. Dentro do plano de aplicação desses recursos, havia o entendimento do Conselho Municipal de Saúde que a Secretaria estava habilitada a destinar parte desse montante para compra de um imóvel. O que mudou? Mudou que a dengue agora está instalada no município. Mas o coordenador de vigilância sanitária deixou bem clara que nenhuma ação está sendo prejudicada pela destinação desse recursos para o imóvel”, resumiu. Arpini disse ainda que na sexta-feira (18) com a presença da Comissão de Finanças e do Conselho Municipal, com a secretária Gelcy Munaretto e o coordenador de Vigilância Sanitária Aldo Diligente para uma avaliação do cronograma de aplicação desses recursos. Foi questionado havia prejuízo nas ações de combate a dengue e a resposta foi, não. Se era para continuar a compra do imóvel, sim”. Ele completou que existem, na verdade, R$ 247.000,00 destinados para o imóvel. Ele finalizou que não podem dizer que Erechim não esteve vigilante com a dengue. Tanto que foram investidos recursos significativos mesmo antes da doença se instalar no município. Na avaliação dele os números apresentados pelo coordenador Aldo Diligente respondem por tudo.
Imóvel
O vereador Ernani Mello questionou sobre a legalidade da destinação do dinheiro para aquisição do imóvel já que na coordenadoria obteve a informação que não poderia. A coordenadora geral explicou que Erechim está se orientando por procedimento utilizado pela Administração Municipal de Porto Alegre. A secretária Gelcy Munaretto acrescento que na oportunidade houve um levantamento geral da situação no setor de vigilância – isso aconteceu antes da descoberta de um caso de dengue em Erechim – e como não havia prejuízo para as atividades de prevenção, foi levado ao Conselho Municipal de Saúde o projeto de destinar o recurso para aquisição de um imóvel.
Licença
Em 29 de novembro de 2005 foi enviado ao Ministério da Saúde o primeiro ofício colocando todos os recursos que na época tínhamos em saldo nessa rubrica, solicitando autorização para compra de imóvel. Eles pediram mais esclarecimentos e foram mandados todos os planos de aplicação com ata do Conselho Municipal de Saúde aprovando a iniciativa da Secretaria. “Portanto, o Ministério da Saúde está cientificado que Erechim, vai adquirir um imóvel com recursos federais para o serviço de vigilância” salientou. A partir daí foram separados: R$ 70.000,00 mil em 2004; R$ 74.263,12 em 2005; R$ 102.857,29 em 2006.
O interesse recaiu sobre o imóvel da Família Massignann, ao lado do viaduto Ruben Berta. Ali seria construído um centro de saúde reunindo todos os setores. Foi feito um depósito judicial no valor de R$ 157.000,00 que ficou retido por oito meses e a negociação não aconteceu. Um novo imóvel foi encontrado e as negociações estão sendo encaminhadas.
Antes de se retirar da reunião na Câmara de Vereadores, o vereador Ernani Mello (Presidente da Câmara) questionou sobre a perda de repasses do governo federal. A secretária respondeu que a suspensão vem desde de junho de 2006. Mas no momento que o saldo baixar pela aquisição do imóvel, o repasse será retomado. São cerca de 12 mil por mês destinados para a conta da saúde no município de Erechim. Mesmo assim ela garantiu que as planilhas indicam que não existe prejuízo nenhum para as ações de saúde no município. O investimento de 22% do orçamento do município na área da saúde, responde por essa questão.
Encerramento
Todas as questões foram respondidas e os vereadores se deram por satisfeitos com os esclarecimento. A secretária insistiu sobre a existência de dúvidas, mas a resposta dos vereadores Anacleto Zanella, Paulo Polis e José da Cruz, foi de que estavam satisfeitos. Os vereadores enceraram a reunião convidando a secretária para quando quiser, participar de uma sessão da Câmara para as prestações de contas da gestão financeira. Ela respondeu que irá.
