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13/04/2007
Viagem a Brasília - Prefeito faz avaliação positiva
Viagem a Brasília - Prefeito faz avaliação positiva
O prefeito Eloi Zanella retornou de Brasília nesta sexta-feira (13). Na avaliação dele, a mobilização dos mais de três mil prefeitos superou mais uma etapa no embate dos gestores municipais com o governo central, na luta pela liberação de mais recursos para cobrir a crescente municipalização da responsabilidade de atendimentos dos direitos dos cidadãos em áreas vitais como: educação, saúde, assistência social, saneamento básico. Zanella foi dos prefeitos que entrou no debate na busca de sensibilizar o governo federal sobre o crescente aumento da responsabilização dos municípios no que diz respeito os direitos dos cidadãos.
Com a experiência de quatro gestões na prefeitura de Erechim, Zanella acompanha a diminuição do repasse de dinheiro da União num processo gradual, enquanto a população cada cada vez mais busca por direitos após a Constituição de 1988. As prefeituras se tornaram endereço obrigatório para os direitos à cidadania e, na maioria das vezes, tem que resolver sob pena de ser enquadrado pelo Ministério Público.
Marcha
A 10ª Marcha a Brasília, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), resultou em avanços na propostas dos prefeitos de maior participação dos municípios na receita controlada pelo governo federal. A presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do Senado Renan Calheiros, e da Câmara Federal Arlindo Chinaglia e mais 20 ministros de Estado na abertura, demonstra que o aumento 22,5 para 23,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está sendo aceito pelo governo da União. Os prefeitos ser mostraram satisfeitos, mas não pensam em parar antes de ver o dinheiro nos cofres das prefeituras.
O positivo, segundo Zanella, é que o presidente fez questão de dar ordem em púbico para a base governista no Congresso Nacional aprovar a emenda que trata do assunto. Outro fator que tranqüiliza é que o repasse dos valores será retroativo ao início do corrente ano.
Dinheiro
Para o município de Erechim vai representar mais 540 mil reais no orçamento anual – explica o prefeito Eloi Zanella - mais do que uma emenda parlamentar para compra de um ambulância. Os prefeitos esperam que a votação da Emenda Parlamentar não fique de fora dos confrontos de plenário que acabam muitas vezes no trancamento da pauta de votação dos projetos. No ano passado a emenda entrou na pauta, mas acabou condicionada a aprovação de uma série de outras vantagens que não tinham nada a ver com o objetivo dos prefeitos. Para que se confirme o desejo dos prefeitos e a vontade política do Presidente Lula é necessário que a Emenda Parlamentar seja enviada com rapidez ao Congresso para aprovação. É nesse momento que entra novamente o trabalho dos prefeitos junto aos congressistas. O montante calculado hoje para distribuição aos municípios é de 1 bilhão e 300 milhões reais por ano.
Divisão da receita
Os prefeitos estão numa luta sem cessar contra a centralização dos recursos arrecadados em impostos pelo governo federal. Esse bolo estimado hoje mais de 360 bilhões de reais, e 50% dos valores provenientes da arrecadação proveniente das taxas e encargos não são compartilhados com os municípios. Levantamento feito pela CNM mostra que da parte que o governo federal arrecada (IPI e Imposto de Renda) para dividir estados e municípios somam 180 bilhões, enquanto as taxas e encargos (CPMF, IOF, TRU) e que não são divididas com estados e municípios, atinge 189 bilhões.
Com a experiência de quatro gestões na prefeitura de Erechim, Zanella acompanha a diminuição do repasse de dinheiro da União num processo gradual, enquanto a população cada cada vez mais busca por direitos após a Constituição de 1988. As prefeituras se tornaram endereço obrigatório para os direitos à cidadania e, na maioria das vezes, tem que resolver sob pena de ser enquadrado pelo Ministério Público.
Marcha
A 10ª Marcha a Brasília, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), resultou em avanços na propostas dos prefeitos de maior participação dos municípios na receita controlada pelo governo federal. A presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do Senado Renan Calheiros, e da Câmara Federal Arlindo Chinaglia e mais 20 ministros de Estado na abertura, demonstra que o aumento 22,5 para 23,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está sendo aceito pelo governo da União. Os prefeitos ser mostraram satisfeitos, mas não pensam em parar antes de ver o dinheiro nos cofres das prefeituras.
O positivo, segundo Zanella, é que o presidente fez questão de dar ordem em púbico para a base governista no Congresso Nacional aprovar a emenda que trata do assunto. Outro fator que tranqüiliza é que o repasse dos valores será retroativo ao início do corrente ano.
Dinheiro
Para o município de Erechim vai representar mais 540 mil reais no orçamento anual – explica o prefeito Eloi Zanella - mais do que uma emenda parlamentar para compra de um ambulância. Os prefeitos esperam que a votação da Emenda Parlamentar não fique de fora dos confrontos de plenário que acabam muitas vezes no trancamento da pauta de votação dos projetos. No ano passado a emenda entrou na pauta, mas acabou condicionada a aprovação de uma série de outras vantagens que não tinham nada a ver com o objetivo dos prefeitos. Para que se confirme o desejo dos prefeitos e a vontade política do Presidente Lula é necessário que a Emenda Parlamentar seja enviada com rapidez ao Congresso para aprovação. É nesse momento que entra novamente o trabalho dos prefeitos junto aos congressistas. O montante calculado hoje para distribuição aos municípios é de 1 bilhão e 300 milhões reais por ano.
Divisão da receita
Os prefeitos estão numa luta sem cessar contra a centralização dos recursos arrecadados em impostos pelo governo federal. Esse bolo estimado hoje mais de 360 bilhões de reais, e 50% dos valores provenientes da arrecadação proveniente das taxas e encargos não são compartilhados com os municípios. Levantamento feito pela CNM mostra que da parte que o governo federal arrecada (IPI e Imposto de Renda) para dividir estados e municípios somam 180 bilhões, enquanto as taxas e encargos (CPMF, IOF, TRU) e que não são divididas com estados e municípios, atinge 189 bilhões.

