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01/08/2026
Operação com drones e geoprocessamento ampliam a capacidade de resposta da Defesa Civil
Painel 4 apresentou como o uso de tecnologias fortalece o monitoramento, a avaliação de danos e o planejamento das ações em situações de desastre
A programação deste sábado (1) do 1º Clima Summit – Treinamento de Resposta a Desastres e Encontro de Voluntários contou com a palestra: Operação de Drone e Geoprocessamento Aplicado à Defesa Civil, no Painel 4. A palestra destacou como essas tecnologias contribuem para o monitoramento de áreas de risco, a avaliação de danos, o planejamento das ações de resposta e a reconstrução das regiões afetadas por desastres.
A apresentação foi conduzida pelo Coordenador de Recuperação, Habitação e Requalificação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Ademar Lopes, engenheiro civil e especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho, que acumula mais de duas décadas de serviço público, com atuação em políticas públicas voltadas a obras de engenharia nos municípios e, há cinco anos, na gestão de riscos e desastres em diferentes regiões do país.
Durante o painel, o palestrante ressaltou que o uso de drones e de ferramentas de geoprocessamento permite obter informações precisas em menor tempo, tornando as operações mais seguras e eficientes. "A tecnologia é uma aliada indispensável da Defesa Civil. Ela permite identificar áreas de risco, mapear os danos com maior precisão e subsidiar decisões rápidas, contribuindo para salvar vidas e tornar a reconstrução mais eficiente", destacou Ademar Lopes.
Experiência em grandes desastres
Ao longo de sua trajetória, Ademar Lopes participou da coordenação técnica de algumas das principais operações conduzidas pela Defesa Civil Nacional, entre elas as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, as fortes chuvas no Espírito Santo, o tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR), os eventos de granizo registrados em Erechim e as intensas chuvas na Zona da Mata Mineira. Também integrou a missão humanitária brasileira enviada à Venezuela em 2026, atuando na avaliação de danos estruturais após os terremotos que atingiram o país.
Segundo o coordenador, a experiência acumulada em diferentes cenários demonstra que a utilização de tecnologias de sensoriamento remoto e georreferenciamento é cada vez mais indispensável para qualificar o trabalho das equipes técnicas e oferecer respostas mais rápidas à população.
Realização, patrocínio e apoio
O 1º Clima Summit – Treinamento de Resposta a Desastres e Encontro de Voluntários iniciou na quinta-feira (30) e segue até domingo (2), no Polo de Cultura, localizado no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), reunindo especialistas, gestores públicos, agentes de defesa civil e voluntários para capacitar e debater estratégias de prevenção, resposta e reconstrução diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O evento é uma realização da Força Voluntária Alto Uruguai, em parceria com a Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Gestão e Governança e da Defesa Civil de Erechim. O patrocínio é de Master Supermercados, Brastelha, Sicredi e Plasbil, além do apoio da Defesa Civil Nacional, Casa Militar – Defesa Civil RS, ACCIE, AMAU, Grupo RBS, Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal, Comando Rodoviário da Brigada Militar, Diretoria de Trânsito, Bombeiros Voluntários de Concórdia, Granja Fontana, Pietrobon, Husqvarna, Geo Ambiental e das prefeituras de Charrua, Marcelino Ramos e Barra do Rio Azul.
Fotos: Georgia Spilka – Comunicação PME
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