Prefeitura Municipal de Erechim - SAÚDE: Pacientes do SUS já podem usufruir do serviço de Medicina Nuclear em Erechim

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26/02/2008

SAÚDE: Pacientes do SUS já podem usufruir do serviço de Medicina Nuclear em Erechim

SAÚDE: Pacientes do SUS já podem usufruir do serviço de Medicina Nuclear em Erechim

Exames e tratamentos serão realizados pelo Hospital Santa Terezinha

O Hospital Santa Terezinha passa a disponibilizar para os usuários do Sistema Único de Saúde – SUS – uma das mais modernas técnicas para diagnóstico e tratamento de doenças: a Medicina Nuclear, uma especialidade médica que utiliza técnicas seguras e não invasivas para formar imagens do corpo e tratar doenças. O serviço será oferecido através da Medicina Nuclear Erechim, localizada junto à Clínica Santa Mônica, em frente ao hospital.
Uma solenidade, realizada na última segunda-feira, 25, com a presença de autoridades de toda a Região e dos médicos especialistas nesta área, marcou o início da prestação deste serviço para a população que utiliza o SUS. O credenciamento nesta especialidade foi assinado no ano passado em solenidade que contou com o Secretário de Saúde do Estado do RS, Osmar Terra.
Entre as autoridades presentes à solenidade estavam o prefeito Eloi João Zanella; o vice-prefeito Luiz Antônio Tirello; a secretária de Educação Eni Scandolara; o presidente da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Wilson José Tonin; os diretores Executivo, Administrativo e Técnico da FHSTE, Edson De Geroni, Helio José Bianchi e Reno Viero; o coordenador Adjunto da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, João Dautartas; os sócios da Medicina Nuclear Erechim Ltda., Drs. Antônio Todeschini, Dércio Nonemacher, Juliano Sartori, Cesar Assoni, Juarez Wolf Verba, Paulo Dall´Agnol e Jean Zanardo; a equipe técnica da Medicina Nuclear formada pelo Dr. Juarez Verba – Médico Nuclear Diretor Responsável -, Dra. Letícia Rigo – Médica Nuclear, e enfermeira chefe Márcia Matté; o presidente da Unimed Erechim, Dr. Alcides Mandelli Stumpf; o administrador do Hospital de Caridade, Claudiomiro Carus; o vice-presidente da Fecomércio/RS e presidente do Sindilojas Erechim, Francisco José Franceschi; o presidente da Accie, Jaci Delazeri; e muitas outras lideranças empresariais e da área da saúde; funcionários do Santa Terezinha e imprensa.
O Diretor Executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Edson De Geroni, destacou a conquista deste serviço de alta complexidade na área de Medicina Nuclear para a população regional e macrorregional e afirmou que com isto está se reduzindo os custos de remoções de pacientes para outros centros maiores e tranqüilizando pacientes e familiares que podem ficar mais próximos de seus doentes. De Geroni salientou a assertiva da opção pelas parcerias, ressaltando que o Hospital Santa Terezinha não teria condições de comprar equipamentos e oferecer instalações e profissionais desta envergadura para trabalhar para o SUS.
Edson De Geroni aproveitou para fazer uma retrospectiva das dificuldades enfrentadas pelo Hospital Santa Terezinha nos últimos anos e reconheceu o esforço do poder público municipal, através do prefeito Eloi Zanella, que, na sua avaliação, não mediu esforços para repassar recursos para que a Instituição pudesse equilibra-se financeiramente e conseguir certidões negativas junto a órgãos públicos para que pudesse assinar o convênio com o SUS que possibilitou o acesso da população a este serviço. O diretor Executivo também falou de outros credenciamentos em alta complexidade que o Hospital está buscando e novas parcerias para disponibilizar cada vez mais serviços à população regional.
O diretor técnico do Centro Hospitalar Santa Mônica, Dr. Dércio Nonemacher, destacou que esta parceria do Hospital Santa Terezinha com o Santa Mônica coloca Erechim em termos de igualdade com outros centros de referência em serviços complementares de diagnóstico e tratamento. Já o responsável pela equipe técnica da Medicina Nuclear Erechim, o médico Dr. Juarez Verba, lembrou de como iniciaram as tratativas para a concretização desta parceria. O especialista também ressaltou a possibilidade de acesso a esta tecnologia, que tem relação direta com o aumento da expectativa de vida e o incremento das doenças crônicas degenerativas especialmente aquelas relacionadas às patologias cardiovasculares e oncológicas. “Esse serviço vai poder oferecer possibilidade de ampliação do arsenal diagnóstico e terapêutico justamente no atendimento destas patologias tão crescentes hoje na população brasileira, do Rio Grande do Sul e, em especial aqui, da região”, finalizou.
O presidente do Centro Hospitalar Santa Mônica e diretor presidente da Medicina Nuclear Erechim Ltda., Dr. Antônio Todeschini, também recordou o início da caminhada com a instalação do serviço no Santa Mônica e as dificuldades para a sua manutenção. Todeschini destacou que a parceria público privado não é mais um sonho e está começando a se tornar realidade com o Hospital Santa Terezinha. “Acredito que dentro em breve teremos outros serviços contratados”, salientou.
O prefeito Eloi Zanella afirmou que esta é a primeira parceria público privada firmada pelo Governo Municipal. Cumprimentou o esforço da direção da FHSTE, em especial do diretor Executivo Edson De Geroni, por ter conduzido a negociação e também saudou a equipe do Santa Mônica por ter aberto a possibilidade de ampliar o atendimento à saúde do erechinense, através deste avanço na alta complexidade com a Medicina Nuclear. Afirmou que o Município investe 19,8% de seu orçamento na saúde, ultrapassando o que a lei preconiza, que é um investimento de 15%, mas que é feito para compensar os repasses que o Estado não faz, ou faz com atraso, pois não investe os 12% em saúde. Disse que a união também não o faz porque até hoje não regulamentou qual a sua responsabilidade percentual de repasse à saúde pública no país. 
“A FHSTE é uma instituição reconhecida como uma das melhores prestadoras de serviços na área do SUS e se nós temos alguma dificuldade de equilíbrio financeiro é porque o Hospital Santa Terezinha atende 95% da sua capacidade pacientes do SUS. Nós atendemos 100% da clientela SUS da região Alto Uruguai e na alta complexidade mais 115 municípios que não são da região”, falou.