https://www.pmerechim.rs.gov.br//noticia/22235/para-alm-do-diagnstico-uma-histria-sobre-desenvolvimento-e-incluso
20/03/2026
Para além do diagnóstico: uma história sobre desenvolvimento e inclusão
Em referência ao Dia Mundial da Síndrome de Down, a gerente de apoio do Hospital Santa Terezinha compartilha, ao lado do filho, uma trajetória marcada pela aceitação, pelo cuidado e pelo amor
O diagnóstico de Síndrome de Down recebido no nascimento do filho transformou a vida da gerente de apoio da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (FHSTE), Charline Rossetto. Nove anos depois, a trajetória ao lado de Enzo é marcada por aprendizados, estímulos constantes e também pela defesa da inclusão, tema que ganha ainda mais evidência em 21 de março, data em que é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down.
A descoberta, segundo Charline, aconteceu de forma inesperada e foi acompanhada, inicialmente, por sentimentos de insegurança e medo. Com o passar do tempo, o vínculo com o filho e o apoio da família foram fundamentais para ressignificar a experiência e fortalecer o cuidado desde os primeiros dias de vida.
Informação e estímulo fazem a diferença
Celebrada mundialmente e reconhecida pela Organização das Nações Unidas desde 2012, a data do Dia Mundial da Síndrome de Down faz referência à trissomia do cromossomo 21, condição genética que caracteriza a síndrome. No Brasil, estima-se que a cada 700 nascimentos, um seja de pessoa com Síndrome de Down, totalizando cerca de 300 mil brasileiros.

Assim como no caso de Enzo, o acompanhamento profissional e os estímulos precoces fazem diferença no desenvolvimento. Desde os primeiros anos de vida, ele realiza terapias como fonoaudiologia e fisioterapia, bem como acompanhamento médico, além de manter rotina escolar e convivência social ativa. “O Enzo é uma criança que corre, que pula, que fala, que vai na escola. Ele não é diferente de nenhuma outra criança. Eu sempre digo para ele que pode tudo, só que no tempo dele e do jeitinho dele”, afirma.
Embora a Síndrome de Down não seja considerada uma doença, pode estar associada a algumas condições de saúde que exigem acompanhamento desde o nascimento, como cardiopatias congênitas e alterações oftalmológicas, auditivas, endocrinológicas e neurológicas. Ainda assim, especialistas reforçam que não há relação direta entre características físicas e o nível de desenvolvimento intelectual, que está diretamente ligado aos estímulos recebidos ao longo da vida.
Inclusão começa dentro de casa
Para Charline, o papel da família é essencial no processo de aceitação e na construção de um ambiente mais inclusivo, capaz de enfrentar o preconceito que ainda existe na sociedade. “Eu costumo dizer para as mães: orgulhem-se dos seus filhos, aceitem a síndrome. Porque, se nós pais não aceitarmos, o mundo também não vai”, ressalta.
Com emoção, ela resume o sentimento que define a relação com o filho. “Se Deus me desse a chance de voltar no tempo e escolher um filho do jeito que eu quisesse, eu escolheria o Enzo exatamente assim, com os olhinhos amendoados, nariz e orelhas pequenas. Ele, do jeitinho que é. O Enzo é amor. A Síndrome de Down é amor. Ele espalha amor por onde passa”, finaliza.
Para o Hospital Santa Terezinha, levar informação à comunidade é uma forma de ampliar o olhar sobre a inclusão e contribuir para uma sociedade mais consciente, acolhedora e preparada para respeitar as diferenças.
Fotos: Natiele Torres - Comunicação FHSTE
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