Prefeitura Municipal de Erechim - Erechim não registra casos disseminados de meningite
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22/07/2015

Erechim não registra casos disseminados de meningite

Erechim não registra casos disseminados de meningite

A Secretaria de Saúde de Erechim, através da Vigilância em Saúde (VISA), tranquiliza a população sobre os casos de meningite no município. Em Erechim, a situação está sob controle sem nenhum caso, no momento, da doença. Porém, o secretário de Saúde, Plínio Costa Jr., orienta para que as pessoas tomem os cuidados necessários, já que as condições climáticas do inverno ajudam na proliferação de vírus e bactérias.
 “Casos de meningite podem ocorrer durante todo o ano. Entendemos que a preocupação das pessoas é pertinente, já que até o momento foram 48 casos no Rio Grande do Sul, com 13 óbitos – 10 a mais do que em 2014. Ainda, o registro de 1 óbito em Passo Fundo no final de semana, colocou a comunidade em posição alarmante e isso é compreensível”, ressalta o secretário de Saúde, Plínio Costa Jr.
Mesmo com esse caso de óbito tão próximo do município, não é necessário que a comunidade fique assustada. “A bactéria pode estar em diversas pessoas e sua evolução depende muito do organismo e da imunidade do indivíduo. O frio, as chuvas e a umidade diminuem a imunidade das pessoas e torna mais fácil a contaminação. Por isso reforçamos que as pessoas tomem os cuidados necessários para que não venham a ficarem doentes”, reforça Plínio.
As UBS´s do município já receberam a devida orientação de como proceder diante de possíveis sintomas.

Prevenção à doença
Entre esses cuidados, para evitar a disseminação da doença e instalação de um surto epidêmico, destaque para higiene pessoal e do ambiente em que se vive. Manutenção em dia do calendário de vacinações com atualização da situação vacinal das crianças de 3 meses a menores de 2 anos com a vacina meningocócica tipo C, que faz parte do elenco de vacinas do calendário básico de imunizações e vacinaçao de bloqueio seletiva, quando necessário. Ainda, é necessário proporcionar uma adequada a ventilação dos ambientes, ingerir alimentos limpos, não compartilhar utensílios e reforçar os hábitos de uma alimentação saudável.
Vale ressaltar que, apesar da situação, o número de casos da doença meningocócica se mantém nos níveis normais endêmicos em Porto Alegre, na Região Metropolitana e interior do Estado. “A Vigilância da meningite, nos níveis estadual e municipal, se mantém ativa e oportuna, monitorando a ocorrência dos casos, à evolução da situação epidemiológica da doença para que se intervenha de forma eficaz desencadeando-se as medidas de controle pertinentes frentes aos casos”, explica o secretário.

O que é a meningite
A meningite é uma doença de notificação e investigação compulsória caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, causada, principalmente, a partir da infecção por vírus ou bactérias; no entanto outros agentes etiológicos também podem causar meningite (fungos e parasitos).
Entre as meningites bacterianas a Doença Meningocócica (DM) é a de maior relevância epidemiológica em função da morbimortalidade e da transcendência da doença, sendo esta a prioridade para as ações de vigilância epidemiológica.
A doença meningocócica é causada por uma bactéria que possui diversos sorogrupos, sendo os mais frequentes o A, B, C, Y e W. A transmissão ocorre através do contato direto e prolongado de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes.
Os sinais e sintomas da doença são: febre alta, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca, petéquias (manchas na pele), entre outros. Nos menores de 1 ano destaca-se irritabilidade e choro persistente.